quinta-feira, 14 de maio de 2009
Controle Remoto X Poder
Para a Tv, o controle remoto não significa exatamente o controle sobre a mídia. Um exemplo que utilizamos para ilustrar é o flme "Click", 2006, em que Michael Newman, personagem de Adam Sandle, é um arquiteto workaholic que descobre um controle remoto universal. O controle dá o poder a Michael de controlar as situações em sua vida.
Com o passar do tempo Michae descobre que muitas coisas estão passando desapercebidas por que ele está agindo no "piloto automático".
Outro exemplo, no cinema, é o controle da tecnologia acima de todas as coisas no filme "Minority Report". No filme, todas as pessoas são monitoradas através de um leitor de retina e expostos constantemente à publicidade programada e em massa.
Gilberto Gil Banda Larga Cordel
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Conexão Banda Larga
Estamos nos tornando usuários mais interativos e participativos. Deixando de lado apenas uma mente coletiva, para se tornar uma mente conectiva. Casar informações, realizar troca de experiências, conectar idéias, cultivando uma identidade individual e ao mesmo tempo compartilhando informações com o todo.
Alguns exemplos claros, com a troca de informações permitida pelos avanços tecnológicos, estão em projetos musicais. Vanessa da Mata e Ben Harper gravaram a primeira versão de Boa Sorte/Good Luck "virtualmente". Confira matéria do Fantástico para o lançamento da música.
Na mesma linha, em projetos pela paz mundial, o "Song Around the World" passou por diversos países, realizando encontros e ritmos inusitados. Confira o material realizada com a música "One Love" de Bob Marley.
terça-feira, 12 de maio de 2009
"Telalogia" - Parte 1

O Livro
Através da escrita o cérebro humano foi doutrinado a internalizar os processos de cognição. Quando lemos, o processo se dá no interior da nossa mente, traduzimos as palavras em conteúdo sensório e a mente faz um tipo de síntese psicossensorial para construir imagens que se comportam quase como uma experiência sensória real. Imaginamos cenas, lugares e pessoas como se estivéssemos projetando um filme interativo na tela da nossa mente. Este processo particular permitiu que cada indivíduo desenvolvesse processos próprios de cognição.
"Telalogia" - Parte 2

A Televisão
"Telalogia" - parte 3
O computador
Os computadores vão além da televisão quando podemos negociar o que aparece na tela. Com os computadores externalizamos nossos processos cognitivos. Quando usamos um computador, compartilhamos a responsabilidade de produzir significado.
As mídias “editam” o ambiente

As mídias organizam o espaço, através do enquadramento controlam o espaço e o tempo de exposição ao usuário. Podemos achar que somos livres, mas geralmente temos um encontro marcado com nosso aparelho de TV num horário específico do dia.
Trabalhando inversamente ao livro a TV escaneia tanto o objeto a que filma como o sujeito que a assiste. Lendo um livro nós temos controle sobre o movimento que fazemos, a velocidade em que lemos e que produzimos as imagens, nós escaneamos o livro. Quando assistimos TV o escaneamento é imposto sobre nós, portanto a TV nos escaneia. Seguindo esse processo se forma a cultura de massa, a criação em massa, à medida que o expectador é acariciado e acalmado pela televisão e suas diferenças são homogeneizadas.
As mídias editam o usuário
Determinam a velocidade com que as pessoas processam a informação e a quantidade de informação realmente concluída. Na psicologia, fechamento (closure) é o ato de consciência que reconhece e registra uma informação como digna de nota e a conecta a um contexto prévio com algum interesse pessoal. A televisão, por sua rapidez não permite que o expectador faça o fechamento de toda informação que poderia. Quando lemos podemos dar o ritmo que precisamos e reler quantas vezes for necessário para que haja o fechamento.
Como os comediantes, muitos seriados e sitcoms se utilizam de referências rápidas demais para que consigamos registrar completamente seu conteúdo, rimos da velocidade e não do teor. Através de constantes informações inconclusas a televisão nos mantém em estado apreensivo e disponível para a doutrinação comercial. Entretanto isso não acontece com os computadores e a internet, porque esses meios restauram a possibilidade do fechamento.
As mídias administram as respostas sensoriais do usuário
Táctil |----------------| Hoje
Os gregos inventaram o teatro por um simples motivo, o mesmo que fez nascer a perspectiva no renascimento, expulsar o espectador da obra. Com os mundos 3D e a interatividade, hoje retomamos nosso lugar dentro do processo. A interatividade aproxima o usuário eliminando a distância do julgamento, a postura crítica, a distância intelectual.
domingo, 10 de maio de 2009
Como as mídias editam a mente

O “Imaginário objetivo”
Realidade Virtual, espaço e tempo.
A realidade virtual e a leitura são mídias quase opostas, enquanto a leitura leva o espaço para dentro do espectador, a Realidade virtual leva o espectador para dentro do espaço inserindo-o em tempo real em um mundo virtual. A leitura incentiva a criação de uma imaginação individual e a Realidade Virtual cria uma espécie de Imaginação objetiva e compartilhada.
Conexão-direta-mente-máquina
As mídias determinam o tipo de associação que mantemos com elas, a Web nos proporciona uma infinita gama de associações permanentes que podemos acessar. Costumamos criar conexões no interior de nossas mentes, com a web temos a oportunidade de cultivar externamente muitas delas.
Eyephone – preenche a lacuna entre a mente e a tela, trazendo o mundo virtual para os nossos olhos.
Vitriônica – Lentes de contato com Realidade Virtual.